Ervas Medicinais

novembro 4, 2009 às 8:56 pm | Publicado em Uncategorized | 1 Comentário

Nome: Hera

Hera - Hedera helixHera – Hedera helix

Nome científico: Hedera helix L.

Partes usadas: folhas

Propriedades terapêuticas: Expectorante, tosses, bronquites, úlceras varicosas, excitação nervosa, hemicrania, menstruação difícil, emenagoga, asma, furúnculos, hidropsia, litíase biliar, hipertensão, gota, leucorréia, anti-ulcerativa, cicatrizante, anti-celulítica, analgésica, vaso-dilatadora, cicatrizante e antiinflamatória.

Indicações: Suas folhas apresentam substâncias antiinflamatórias, e podem ser aplicadas como cataplasma em queimaduras de sol e feridas. É indicada para casos de nefrite, nevralgia, bronquite, edema, menstruação difícil e reumatismo.

De acordo com a dosagem prescrita (em forma de chá), em maior quantidade torna-se vasodilatadora, e em menor, vasoconstritora.

Seu componente (hederosaponina) permite ação contra fungos, hipofunção da glândula tireóide (redução de glicose e triglicerídeos), problemas pulmonares e afecções reumáticas, bem como ativar a vesícula biliar.

Modo de usar

Uso externo:

Infusão – para queimaduras e úlceras varicosas: 10 gramas de folhas de hera frescas para 2 litros de água fervente. Deixar amornar, coar, colocar numa gaze e aplicar na área afetada.

Uso interno:

Infusão – para excitação nervosa, bronquites, tosses 100 ml de água fervente para 6 gramas de folhas. Tampar por 10 minutos. Tomar 3 vezes ao dia.

Contra indicações: Não é recomendado aumentar a dosagem, pois outras partes da planta são venenosas, especialmente os frutos.

Não é indicada para gestantes, lactantes e portadores de hipertireoidismo.

Outras obsevações: Arbusto tipo trepadeira ou rasteiro, com folhas verde-escuras brilhantes. Muito usada como planta ornamental, possui frutos tóxicos.

É uma planta histórica ligada a crenças gregas e egípcias, em que acreditava-se que a hera escondia os duendes sob as folhagens, e era tida como símbolo de felicidade e longevidade.

Proveniente da Europa, norte da África, Ásia e Ilhas Canárias, desenvolve-se melhor em lugares úmidos e com pouco sol.

Propriedades químicas: Saponinas (hederina, hederosaponina, hederagenina, hederacosídeo), flavonóides (rutina e quercetina), ácidos clorogênico, terpênico e iodo.

  • Nome: Hipérico
Erva de São João (Hipérico) - Hypericum perforatum LErva de São João (Hipérico) – Hypericum perforatum L

Nome científico: Hypericum perforatum L.

Partes usadas: folha, flor

Propriedades terapêuticas: antidepressiva, sedativa, calmante, antidiarréica, vulnerária, antiinflamatória, adstringente, calagoga, anti-séptica, anti-reumática, atua no tratamento de asma, gota, úlceras, dores de cabeça, gastrite, catarro da bexiga e brônquios e afecções cutâneas (queimaduras, contusões, feridas).

Indicações: O chá do hipérico deve ser utilizado para queimaduras, ferimentos e ulcerações, sendo aplicado diretamente no local. Ingerido, atua beneficamente nos casos de acidez estomacal, bronquites, enurese infantil, gota, asma, depressão, afecções das vias urinárias e pulmonares, insônia, insuficiência hepática, nervosismo, bem como para o controle da oleosidade dos cabelos e da pele acalmando-a, e utilizada também em banhos relaxantes. Decorridas 4 a 6 semanas, o estado de ânimo dos pacientes melhora consideravelmente. A hipericina tem ação no sistema nervoso central, auxiliando em casos depressivos.

Modo de usar: Reumatismo e gota: Friccionar o óleo feito com 300 g de sumidades floridas misturado em 500 g de óleo puríssimo. Este mesmo óleo poderá ser utilizado também para úlceras e queimaduras, em compressas de gase.

Enurese infantil: Chá por infusão: para uma xícara de água quente, colocar 2 colheres (chá) de flores. Repousar por 10 min. e coar. As crianças deverão tomá-lo 1/2 hora antes de dormir.

Adultos: Em 1/2 litro de água fervente, acrescentar 1º ou 15 g de flores. Coar e tomar várias xícaras ao dia.

Corrimento vaginal: Chá por infusão: Para 1 litro de água fervente, 15 g de sumidades floridas. Tampar e deixar por 10 min. Fazer banhos de assento.

Para úlceras, queimaduras e chagas (feridas): 500 g de azeite para 300 g de sumidades floridas. Macerar por 8 dias, expor o recipiente ao sol. Filtrar o óleo e guardar num vidro. Usar com gase embebida neste óleo como compressa.

Contra indicações: O excesso poderá resultar em irritações cutâneas ou edemas.

Outras observações: O hiperico é uma das plantas medicinais que gozavam de maior reputação na antiguidade clássica, reputação essa que se tem mantido com o  passar dos séculos. É dito que o nome da planta deriva do grego hyper (sobre) porque ela está acima de tudo que se possa imaginar, era considerada também como sendo capaz de espantar os maus espíritos.

É um arbusto perene, silvestre, chegando de 25 a 80 cm de altura. Na Ásia e Europa, é tida como planta daninha, por crescer à vontade. Suas flores são amarelo-douradas e tem forma de estrela. São utilizadas na medicina, devendo ser colhidas logo que desabrocham, inclusive com as folhas.

Adaptam-se em lugares sombrios, é bastante comum na Europa, Ásia, Brasil, Austrália, e outros países da América. Cresce à beira de caminhos, em bosques e prados.

  • Nome: Pau tenente
Pau Tenente - Quassia amaraPau Tenente – Quassia amara

Nome científico: Quassia amara L.

Parte utilizada: folhas casca, ramos.

Propriedades terapêuticas: adstringente, antiespasmódico, aperiente, colagogo, depurativo, digestivo, febrífugo, hepatoprotetor, tônico e vermífugo.

Indicações: anemia, atonia do aparelho digestivo, cólicas hepáticas, debilidade em geral, diarréia, dietas de emagrecimento, disenterias e infecções (com febre), dispepsias, distúrbios gastrointestinais, febre, inapetência, inseticida (moscas, mosquitos, piolhos), má digestão (pela diminuição da secreção gástrica), malária e sarampo.

Modo de usar: infuso, decocto, extrato, extrato fluido, pó, tintura, elixir, vinho, xarope.

- decocção de 2 colheres de sopa de cascas picadas em 1 litro de água por 15 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia.

- infusão de 6 colheres de sopa de folhas picadas em 1 litro de água fervente.

Uso externo: banhos nos casos de sarampo.

Contra-indicações Doses altas produzem vômitos. Recomenda-se evitar o seu uso em caso de úlcera gastroduodenal, e, para as mulheres durante a menstruação (provoca cólicas uterinas).

Outras observações

Quassi era o nome de um nativo da Guiana, escravo, que em 1756 revelou o seu segredo para curar as febres a um oficial holandês que o tinha protegido. Tratava-se da quássia-amarga, um arbusto da Guiana

Cresce espontânea e cultivada nas Antilhas, Guiana, Suriname e regiões tropicais da América Central. É um arbusto ou árvore da família das Simarubaceas, com flores vermelhas dispostas em cachos terminais.

Contém resina, mucilagens, pectina, taninos e os alcalóides de sabor muito amargo, que é o princípio ativo mais importante desta planta, ao qual deve as suas propriedades e indicações.

  • Nome: Uchi- amarelo

Nome cientifico: Endopleura uchi (Huber) Cuatrec

Propriedades medicinais: antiinflamatória, antimutagênica, antioxidante, antitumoral, antiviral, citostática, depurativa, diurética, hipotensora, imunoestimulante, regeneradora celular, vermífuga.

Indicações: abscessos, afecções intestinais, AIDS (auxiliar coquetel), artrite, asma, bursite, câncer (de mama, pulmão, cérebro, próstata), candidíase, cáries, cérebro (prevenir coágulos), circulação (aumentar), cirrose, cistos, coração (prevenir ataques, doenças, coágulos), diabetes, disenteria, doenças epidêmicas, doenças ósseas, doenças urinárias, envelhecimento precoce, febres, gastrite, gonorréia, gripes, hemorragias, herpes, hipertensão, infecção dos ossos, infecção urinária, inflamação no útero, irregularidade menstrual, leucemia, miomas, pressão sanguínea (reduzir), prostatites, reduzir ação mutagênica do tabaco, reumatismo, rinites, sinusites, sistema imunológico, tumores, úlceras gástrica, viroses.

Parte utilizada: casca.

Efeitos colaterais: não encontrados na literatura consultada.

Modo de usar:

25 g de casca, o mais fragmentada possível, em meio litro de água. Ferver durante 10 minutos. Beber durante o dia.

Outras informações:

Alguns brasileiros consideram essa árvore quase milagrosa. A casca do uxi-amarelo é utilizada no tratamento de miomas, no caso especifico do mioma e do cisto, é necessário tomar meio litro de uxi-amarelo de manhã e meio litro de unha-de-gato pela tarde “, ensina um botânico.

A unha-de-gato é considerada um poderoso anti-inflamatório natural, usado contra gripes e viroses. A erva fortalece o sistema imunológico e também é recurso no tratamento de tumores.

Uxi-amarelo e unha-de-gato. Quantas vezes essa mistura já surpreendeu médicos e pacientes? A professora Carla Ribeiro e a vendedora ambulante Maria Neide Oliveira não se conhecem, mas estão unidas para sempre por histórias muito parecidas. No consultório médico, a professora e o marido olham emocionados mais uma ultra-sonografia. Durante sete anos, o casal tentou, sem sucesso, ter um filho. Os miomas, tumores benignos no útero, não deixavam. Carla fez várias cirurgias para extrair os miomas. Mas, depois de um tempo, eles surgiam novamente. Já desanimada, começou a tomar o chá de uxi-amarelo e unha-de-gato.

O chá foi para redução dos miomas. Comecei em maio e em junho eu engravidei. Um mês depois”, conta Carla. A gravidez é normal. A cada exame, Carla e Mailer ficam mais ansiosos pela chegada do bebê, que já ganhou um nome”. É um milagre, uma emoção maravilhosa. Por isso, colocamos o nome de um anjo: Gabriel “ revela Carla”.Acredito que a gravidez signifique que o chá uxi-amarelo e unha-de-gato atuou e, de alguma maneira, reduziu os miomas que a impediam de engravidar. Com a minha experiência, hoje posso afirmar que ele dá um bom resultado”, diz o médico Afrânio Melo Lins. O médico afirmou que 90% dos pacientes eu tomaram o chá tiveram resultados positivos no tratamento dos miomas e cistos.

  • Nome: Avenca
Avenca - Adianthum capillus Avenca – Adianthum capillus

Nome cientifico:    Adiantum raddianum – Adianthum capillus

Nome Popular: Cabelo–de–Vênus, Avenca–comum, avenca–do–Canadá.

Parte Utilizada:  Folhas.

Origem: Ásia e sul da Europa.

Aspectos Históricos: O nome genérico Adiantum procede do grego “adiantos” – não molhado, referindo-se ao fato da folha repelir a água. Na antiguidade Dioscórides a prescrevia contra a asma, em outras regiões era utilizada como tônico do couro cabeludo.   É também conhecida como cabelo de Vênus.

Uso Fitoterápico:

Tem ação: expectorante suave, emenagoga e diurética, diaforética, emoliente, adstringente, tônico, antiinflamatória, anticaspa, antiqueda de cabelos, sedativa.

Indicação:

-Curar ou aliviar tosses catarrais, bronquites, traqueítes, asma.

-Icterícia, insuficiência hepática, esplenite (inflamação no baço), falta de apetite.

-Má digestão.

-Dores reumáticas, amenorréia (falta de regras menstruais), dismenorréia (dores menstruais), falta de urina.

Fitocosmética:

-Queda de cabelo.

-Oleosidade excessiva dos cabelos.

Riscos: Em caso de hipersensibilidade ao produto descontinuar o uso.

Uso Interno:

Adulto:

Infuso: 50 a 60g de folhas secas em 1 litro de água, 15 a 30 g de folhas frescas em 1 litro de água. Tomar 3 xícaras ao dia.

Tintura: 1 colher sopa a cada 8 horas.

Xarope: 30 a 100mL por dia.

Extrato fluido em álcool 25%: 0,5 a 2mL, três vezes ao dia.

Crianças: Metade à 1/6 da dose de adulto, proporcional à idade.

Fitocosmética:

Extrato glicólico: loções capilares, xampus antiquedas, anticaspa e para cabelos seborréicos: 2 a 5%.

  • Nome: Barbatimão

Nome cientifico: Stryphnodendron barbatiman

Nomes populares : Paricana , ibatimô , ubatimô , barba de timan , Mimosa barba de timan , angico monjolo , casca da virgindade , verna.

Farmacologia : Casca abundantíssima  em estrifno, sendo conhecida no Brasil como um famoso remédio estíptico e corroborante.

Sua riqueza de taninos justifica a sua ação estíptica enérgica.

Parte usada : Casca ou entrecasca do tronco

Origem : Árvore nativa em vários estados do Brasil, desde o Amapá até o Paraná, muito frequente nos cerrados.

Aspectos históricos :

O nome deriva do termo indígena “ Iba Timó” (árvore que aperta).

Usos :

Fitoterápico :

-Adstringente, antisséptica, adstringente das gengivas, tratamento de ferimentos

-Feridas e úlceras externas

-Úlceras do estômago e duodeno, gastrite

-Hemorragias ( uterinas, intestinais, hemoptises, etc ), diarréias e disenterias , blenorragia, afecções escorbúticas

-Debilidade orgânica geral

-Hemorróidas

-Asma, bronquite asmática ( sob forma de tintura )

-Gonorréia ,leucorréia, corrimento vaginal (lavagens vaginais), infecções uterinas

-Inflamação da garganta

-Oftalmias

Cosmético :

-Fabricação de sabão (cinzas)

-Pele oleosa

OBS : Por cocção produz matéria corante vermelha, empregada  artesanalmente para tingir algodão pelos tecelões regionais.

É uma forrageira importante na dieta bovina do pantanal (Pott,1988).

Há indícios de que as sementes sejam tóxicas e na época da floração intensa parece causar mortes em larvas de abelhas.

Da cinza da madeira extrai-se a dicoada, uma substância escura que substitui a soda cáustica na fábrica de sabão caseiro.(CERRADO;Almeida,Proença…).

É muito adstringente e empregada em banhos.

Em doses maciças tem propriedades tônicas. É muito comum as mulheres indígenas fazerem banho de assento com o chá da casca de barbatimão, para combater infecções e corrimentos vaginais, evitar doenças venéreas e ainda, muitas usam para constrição vaginal, por isso é também conhecida como casca da virgindade.

O creme básico feito com extrato da casca de barbatimão, é eficaz como cicatrizante de feridas ou úlceras, comprovado pelo pesquisador farmacêutico Dr. João Carlos Polazzo de Mello, com pesquisas realizadas na Universidade Estadual de Maringá – Paraná. Ele comprovou em animais de laboratório, os efeitos cicatrizantes do barbatimão, que considerou superior ao nebacetim, o mais conhecido cicatrizante das farmácias.

Foi comprovado ainda, que o extrato foi bastante eficaz contra as bactérias Staphilococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa, dois micróbios comuns em infecções hospitalares. Há também testes realizados por pesquisadores de Pernambuco, que indicam que a planta tem ação contra tumores.

Na medicina popular emprega-se ainda como depurativo, hipoglicemiante e como tônico, nas anemias.

As cascas das Mimosóideas taninosas  utilizam-se na curtimenta de peles.

Doses utilizadas:

Geral: Decocção : ferver 20g da casca em 1L de água (4 a 5 xícaras/dia ).

Uso externo ( Feridas e úlceras externas ) : cascas reduzidas a pó e aplicadas no local ; ou decocção das cascas para uso sob a forma de banhos.

Uso interno:

-Chá por decocção, dosagem bem leve (1 xícara /dia), em casos de úlcera do estômago e duodeno.

-Chá por decocção, dosagem normal(3 a 5 xícaras /dia),para os demais casos.

-Tintura, tomada pela manhã, diluída em um pouco de água, alternando-se com a tintura de carqueja à noite – para casos de asma, bronquite asmática.( OBS: Quanto mais crônica for a asma, tanto mais prolongado deverá ser o uso alternado dessas duas tinturas, que poderá se estender por 2 a 12

meses,ou até mais, quando necessário.

Inflamação da garganta, corrimento vaginal, diarréias, hemorragias:

coloque 2 colheres (sopa) de casca picada em 1 xícara (chá ) de álcool de cereais a 50%. Deixe em maceração por 3 dias e coe em tecido fino. Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, de 2 a 3 vezes ao dia.

Feridas ulceradas:

coloque 1 colher (sopa) de casca picada e 2 folhas fatiadas de confrei em 1/2 litro de água em fervura. Desligue o fogo, espere esfriar e coe. Aplique na ferida, com um chumaço de algodão 2 vezes ao dia.

Corrimento vaginal: coloque 2 colheres (sopa) de casca picada em 1/2 litro de água fervente. Espere amornar, coe e acrescente 1 colher (sopa) de vinagre branco ou suco de limão. Faça banhos locais, de 1 a 3 vezes ao dia, até que o sintoma desapareça.

  • Nome: Erva-mate

Nome científico: Ilex paraguensis

Partes usadas: folhas

Propriedades terapêuticas: Estimulante do corpo e do cérebro, diurética, digestiva, laxativa, redutora de tensão, sudorífera, analgésica, atua em problemas renais e encefalia. Indicações: O chimarrão, ou mesmo o chá mate, auxilia na circulação sangüínea, ativando-a e conseqüentemente, melhorando as atividades cerebrais. Tomado após as refeições, estimula a digestão e é laxativo. Banhos aquecidos de chá das folhas embelezam a pele.

No sul do país, mais entre os gaúchos, o seu uso é constante, desde de manhã até a tarde e à noite. Não passam sem o uso da erva-mate. Esta erva dá vitalidade às pessoas, resistência ao cansaço físico. Ativa a circulação sangüínea, por isso alguns a consideram afrodisíaca. Modo de usar Infusão – 1 litro de água fervente para 20 a 40 g de folhas. Tampar e deixar 5 minutos. Beber no máximo 3 xícaras ao dia. É digestivo e laxativo. Decocção – um litro de água para 20 g de ervas. Ferver por 10 minutos. Misturar à água do banho. Aplicando em compressas nas partes afetadas, é cicatrizante, anti-séptico e age contra queimaduras. Contra indicações: O chá mate não deve ser consumido em demasia, podendo causar dependência devido à cafeína e à teobromina. Outras observações: A árvore é de bonito porte, frondosa, chegando à altura de até 6 metros, com folhas lisas, largas, alternas, ovaladas, serrilhadas e rijas. Suas flores são miúdas e de cor branca, possuindo 4 pétalas. Seus frutos, são miúdas bagas vermelhas que possuem 4 sementes. Nativa do Brasil, adapta-se em climas tropicais e sub-tropicais, em especial nos estados da região sul do Brasil e no Mato Grosso, além do Chile, Peru, Paraguai e Argentina, onde é considerada planta silvestre. Nome: Garra-do-Diabo Nome científico: Harpagophytum procumbens D.C. Partes usadas: bulbos ou rizomas

Propriedades terapêuticas: Antiinflamatória, analgésica, depurativa, anticancerígena, estimulante digestiva, arteriosclerose, rins e bexiga, vesícula, intestinos, é cicatrizante, hepática, antiespasmódica, anti-gota, artrose, artrite e anti-reumática. Indicações: É um dos remédios mais eficazes de que dispõe a fitoterapia para o tratamento das afecções reumáticas. Para reumatismo, pode ser usada em forma de cataplasmas e por via oral, e para um melhor resultado, pode ser usada das duas formas. A ação desta planta, por ser fortemente amarga, serve como estimulante do sistema dïgestivo. O chá é depurativo e elimina rapidamente o ácido úrico, aliviando as dores causadas pela “gota” e artrites. Acalma os sintomas de cólicas intestinais. Reduz o índice de colesterol no sangue, regenerando as fibras elásticas das paredes arteriais. Se aplicado como cataplasma, em quaisquer afecções da pele, resulta em um dos melhores cicatrizantes existentes, inclusive para furúnculos.

Modo de usar Para reumatismo e artrite – chá por decocção – em um copo de água, colocar 10 g da raiz e ferver por 15 minutos.

Tomar doses pequenas, uma ou duas vezes por dia. Infusão – 1/2 litro de água fervente. com 15 gramas de pó de raiz e deixar repousar de meia à uma hora.

Tomar 3 a 4 vezes ao dia. Tintura: tomar 30 gotas da tintura com água duas vezes ao dia. Para artrite associada à digestão difícil. Compressas: aplica-se na área afetada, várias vezes ao dia, feito o chá por decocção bem forte.

Contra-indicações: Deve ser evitado durante a gestação. Tomada em alta dose pode provocar contrações uterinas.

  • Nome: Gérmen de Trigo

Nome científico: Triticum satiuumLank

Partes usadas: Sementes (óleo extraído do germen) Propriedades terapêuticas: anemia, pressão baixa, emoliente, estimulante, laxativa, remineralizante, antidiabética, avitaminoses, debilidade óssea, depressão psíquica, astenia, nervosismo, raquitismo e prisão-de-ventre. Indicações: Antes de ser beneficiados, os grãos integrais, possuem quase todas as substâncias nutritivas que necessitamos. O gérmen de trigo é considerado excelente para o desenvolvimento infantil, além de proteger a pele pelo teor de vitamina B, A e E. A existência da celulose regula as funções intestinais, agindo sobre a prisão-de-ventre (consumo de trigo integral). O óleo de gérmen de trigo possui óleos essenciais e vitamina E. A sua fibra executa a limpeza da flora intestinal, eliminando as toxinas. Como se fossem uma esponja. O óleo de gérmen de trigo ajuda no aumento da irrigação sangüínea, a nível da derme, aumentando a nutrição das células, prevenindo rugas na pele e o seu ressecamento. É conhecido co a vitamina da beleza da pele.

Modo de usar: Uso interno Para reduzir o índice de açúcar no sangue: comer mingau ao natural. misturado ao leite ou suco de frutas, para suprir a falta de cálcio e vitaminas A e C. Para regular as funções intestinais: farelo de trigo, adicionado à mingaus, sucos e sopas. Uso externo Para amaciar a pele e protegê-la: banhos com o farelo de trigo.

  • Nome: Ginseng

Nome científico: Panax ginseng C. A Meyer

Partes usadas: raiz, a partir do 5° ano, quando seus princípios ativos estão completos.

Propriedades terapêuticas: antidepressivo, tonificante, ansiolítica, age nos sistemas cardiovascular e reprodutor. É anti-estressante, combate a impotência sexual, disfunção erétil e frigidez feminina, e insuficiência hormonal.

Indicações: O ginseng acelera o processo enzimático do glicogênio e da glicogenólise, aumenta a produção de ATP (adenosina trifosfato) substância de grande ação energética celular. Tem efeito anabolizante, aumenta a síntese das proteínas, estimula a produção de sangue (hematopoiese) na medula óssea. Tem efeito vasoregulador, ajudando a normalizar a pressão arterial. Seus efeitos afrodisíacos são conhecidos a milênios. Aumenta a capacidade sexual, melhorando a freqüência da ereção masculina e favorecendo ainda, a produção de espermatozóides, estimulando os gânglios sexuais de ambos os sexos. Aumenta ainda a produção hormonal. Atua no estado de hiperglicemia potencializando a ação da insulina. É tanto estimulante como relaxante do sistema nervoso central (SNC), semelhante à adrenalina. s seus eleitos afrodisíacos deram-lhe uma grande popularidade nos países ocidentais, onde o stress e o uso do tabaco, do álcool e de outras drogas constituem uma agressão contra a potência sexual.

Modo de usar Uso interno – decocção – 3 g de raiz em 20 ml de água. Ferver durante 10 minutos, esfriar, coar e tomar até a hora do almoço, pois após, pode tirar o sono de algumas pessoas. Extratos: 20 gotas, 3 vezes ao dia. O extrato de ginseng tem efeito estimulador da hemotopoiese, aumentando a atividade na medula óssea e do hematócrito

Contra indicações: Não é indicado durante gravidez, caso de pressão alta e com terapia anticoagulante e menopausa.

  • Nome: Damiana

Nome científico: Turnera diffusa, sin Turnera aphrodisiaca

Partes usadas: Folhas

Propriedades terapêuticas: Tônica, estimulante, afrodisíaca, antidiarrêica, diurética, expectorante e adstringente

Indicações: Sífilis, úlceras gastrintestinais, leucorréia, diabetis (em animal há comprovação), má-digestão, diarréias, tosses catarrais, neuratenia, bronquites, dificuldades sexuais masculina e feminina, auxilia no tratamento da paralisia, albuminúria. As folhas contêm um óleo essencial (rico em cineol, cimo e pineno), o glicósido arbutina, princípio amargo, tanino e resina. As suas propriedades medicinais não dependem de nenhum destes compostos isoladamente, mas resultam da combinação de todos eles.

Modo de usar Infusão – Uma colher de sopa de folhas esfareladas em um litro de água, beber três xícaras ao dia. Pode ser administrada a crianças, sendo neste caso em doses reduzidas, porém de acordo com a idade. Externamente é usada em compressas e duchas.

Contra indicações: Gravidez, lactação e hipoglicemia

  • Nome: Louro

Nome científico: Laurus nobilis

Partes usadas: bagas, frutos e folhas

Propriedades terapêuticas: Eupéptica (digestiva) , antiinflamatória, anti-reumática, carminativa, diurética e balsâmica.

Indicações: Como bálsamo anti-reumático, como aperitivo facilita a digestão e alivia as dores reumáticas e artríticas. O óleo extraído do louro serve para combater as dermatoses e as lêndeas. As cascas de louro-preto combatem inúmeras afecções intestinais e digestivas, tais como, catarros e diarréias. É estimulante da secreção do suco digestivo. Elimina gases do conduto digestivo. É excelente para aqueles que tem digestão difícil. É também estimulante da menstruação, regularizando o ciclo menstrual. Indicado em caso de cólicas menstruais. As folhas e frutos servem como condimentos e temperos .

Modo de usar: Uso interno Decocção Em 1 litro de água. Ferver 20 g de casca de louro. Tomar 1 copo após as refeições. Infusão Em 1 litro de água quente colocar 15 g de folhas de louro, deixando descansar por 10 min. Filtrar e beber lentamente em duas vezes – para má digestão. Estomáquico, aromático e calmante: uso externo: aplicações de óleo de louro ou de pomada de folhas secas pulverizadas sobre as articulações dolorosas nos casos de reumatismo crônico.

  • Milho – Estigma de Milho

Nome científico: Zea mays L.

Partes usadas: estilete ou estiquia ( cabelo de milho) e sementes.

Propriedades terapêuticas: Cistite, nefrite, diurético, ácido úrico, litíase, albuminúria, antiinflamatória, hipertensão e é estimulante da secreção da bile.

Indicações: O chá dos cabelos de milho é um excelente desinfetante das vias urinária devido às suas propriedades antiinflamatórias, sendo indicado no tratamento de cistitecom resultado excelente, regredindo e desaparecendo com o seu uso. Os que tem problemas com o ácido úrico encontram melhoras com o chá das estígmas, que ajuda também a baixar a pressão alta.

Modo de usar Chá em infusão – 20 g num litro de água. Tomar um copo, 4 vezes ao dia.

  • Nome: Marapuama

Nome científico: Ptychopetalum olacoídes Benth

Partes usadas: raiz Propriedades terapêuticas: Anti-reumática, ataxia locomotora, estimulante sexual, alopecia, tônico, antidepressívo.

Emprega-se como estimulante sexual para ambos os sexos. Causa excitação sobre o sistema nervoso central, justificando a sua indicação em casos de depressão, esgotamento e outras doenças de nível neurológico.

Indicações: Paralisia facial, astenia circulatória. Nos casos de impotência sexual, tem a propriedade de restaurar a força sexual, ativando o mecanismo neurovascular que atua na ereção. Em clínicas, obtém-se resultados de até 70%. É um excelente antidepressivo. Para queda de cabelos, o chá em infusão dá bons resultados.

Modo de usar: Uso interno Decocção: 20 g da raiz para 1 litro de água. Ferver durante 10 minutos. Tomar 4 copos ao dia.

Para aumentar a potência sexual: Colocar em 1 litro de vinho moscatel, 10 g de marapuama e 10 g de catuaba,deixar em repouso por pelo menos uma semana e tomar um cálice às refeições.

Uso externo Reumatismo – 20 g de marapuama com 20 g de gengibre. Colocar em infusão em um litro de álcool, deixando em repouso por uma semana. Massagear a parte afetada 2 a 3 vezes ao dia.

  • Nome: Porangaba

Nome científico: Cordia salicifolia

Sinonímia: chá-de-bugre, chá-de-frade e louro-salgueiro.

Partes usadas: folhas, frutos e cascas

Propriedades terapêuticas: Anti-obesidade, diurética, cardiotônica, febrífuga, antiviral, antibiótica natural.

Indicações: É indicada para perda de peso, reduz a gordura localizada, além de ser estimulante do aparelho circulatório. É béquica (ajuda tratar tosse) e é usada para combater a herpes. No Japão, é utilizada com sucesso como antiviral. No caso de emagrecimento, estimula o metabolismo e os processos de eliminação de substâncias em excesso no organismo, favorecendo a perda de peso e a função intestinal. Promove o aumento da circulação e degradação das gorduras localizadas, também auxiliando na regeneração do tecido conjuntivo, eliminando a celulite. A maneira convencional de lidar com infecções é tomar antibióticos, o que raramente justifica seu uso. Os antibióticos destróem as bactérias do corpo, tanto as benéficas quanto as nocivas, e uma vez que as gripes são causadas por vírus, os antibióticos são inadequados, tendem a abatê-los, abrindo caminho para infecções posteriores. Isso não acontece com o uso da porangaba, pois os seus princípios ativos fortalecem o sistema imunológico, energizando, melhorando o humor e a sensação de bem estar e equilibrando os sistemas corporais.

Modo de usar Uso geral – infusão das folhas – 10 g para 1/2 litro de água fervente. Abafar por 10 minutos, esfriar e tomar durante o dia. Outras observações: É uma árvore que pode atingir até 8 metros de altura, possui folhas alongadas, estreitas e pontiagudas; flores brancas e frutos pequenos, vermelhos, semelhantes aos grãos de café, o qual é conhecido no norte do Brasil como café-do-mato, e que uma vez torrado e moído, pode substituir o café, tendo a vantagem de possuir menos cafeína. Quando os frutos estão maduros, até as aves e animais silvestres se beneficiam de suas bagas suculentas. É originária de nosso país sendo comum nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Paraná e Santa Catarina. A porangaba tem ajudado milhares de pessoas a perder peso e está sendo comercializada, em folhas secas, tinturas e cápsulas, esta com ótimos resultados, segundo o Dr. C. L. Cruz, em seu livro “Dicionário de Plantas Usadas no Brasil”, recomenda a porangaba como um excelente diurético, ajudando a perder peso e com ação tônica geral para o coração, podendo ainda estimular a circulação. No Haiti, o chá é usado para combater a tosse, e em nosso país, como um produto natural e popular, é usado em clínicas de pesquisas. Os pesquisados japoneses tem descoberto mais alguns usos do chá-de-bugre. Em 1990, eles demonstraram que 2, 5 mcg/ml do extrato alcoólico das folhas tem reduzido o vírus da herpes tipo I em até 99%, quando foi penetrado o extrato nas células.

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Infusão

É a maneira correta de preparar chás, usando flores, sumidades e talos, que são as partes mais delicadas das plantas.

1) Coloque a parte da planta desejada (folhas, flores,sumidades ou talos) em uma vasilha, de preferência de vidro, porcelana ou ágata.

2) Ferver a quantidade de água recomendada e despejar sobre a planta com cuidado, deixar de repouso por 10 minutos, bem tampado. Filtrar e beber durante o dia.

3) Os elementos se alteram depois de 10 horas após a infusão. Portanto, nunca deixe de um dia para o outro.

Decocção ou Decocto

No preparo do chá por decocção, são utilizadas as partes duras das plantas como cascas, rizomas, raízes e sementes. É necessário ferver para liberar seus princípios ativos e, dependendo do tempo da fervura, muito desses nutrientes são perdidos.

1) Colocar a erva num recipiente com água fria e, depois da ebulição, ferver de 5 a 20 minutos, dependendo da dureza da planta e da parte de que será feito o chá.

2) Deixar em repouso por 10 minutos, filtrar e beber durante o dia.

3) A decocção é diferente da infusão, pois o chá pode ser guardado na geladeira.

Medidas Usadas

Quantidade aproximada de plantas usadas numa infusão — 30g por litro de água; e no caso de folhas secas — 10g para um litro de água.

Quantidade de plantas usadas numa decocção – 30 a 50g por litro de água.

Doses infantis

1) Crianças de até 2 anos – 1/8 da dose adulta.

2) Crianças de 2 a 6 anos – 1/3 da dose adulta

3) Crianças de 6 a 12 anos – a metade da dose adulta.

Abacateiro: diurética, cálculos renais, fígado, rins, bexiga.

Abutua/Cóculos: Cálculos renais, cólicas uterinas, fígado.

Agoniada: Inflamações de útero, ovários e menstruações difíceis.

Alcaçuz: Bronquite, tosse, laringite, rouquidão.

Alcachofra: Diminui o colesterol, digestivo, hepático.

Alecrim: estimulante, circulatório, tônico capilar e inalação.

Alecrim do Campo: Tônico, vias respiratórias e banhos relaxantes.

Alfafa: Baixa o colesterol, osteoporose, raquitismo, relaxante.

Alfavaca: Rins, prisão de ventre, aftas, bronquite, gripes fortes.

Alfazema: Calmante, asma, gases, rinite, analgésica nas dores.

Algodoeiro: Hemorragia uterina, regras profusas, reumatismo.

Ameixa folhas: Prisão de ventre, laxativo médico, azia.

Amor do Campo: Afecções das vias urinárias e rins, prostatite.

Angélica: Cólicas, gases, digestiva, nevralgias, enxaquecas.

Angico: Diarréia, desenteria, gripes. Uso externo: Lavagens e gargarejos.

Aniz Estrelado: Relaxante, insônia, gases (infantil e adulto).

Aperta Ruão: Mau hálito, fígado, diarréia, hemorragias.

Aquileia-Mil Folhas: Analgésica, febrifuga, bactericida, menopausa.

Arnica: Anti-inflamatória, reumatismo, artrite, artrose, dores.

Arueira: Diurética, ciática. Uso externo: Contusões, icterícia.

Arruda: Amenorréia. Uso externo: Varizes, flebites, abcessos, erisipela.

Artemisia: Nevralgia, cólica menstrual, vermes, circulatória.

Assa Peixe: Expectorante, tosse, resfriados, diurético, cicatrizante.

Avenca:Afecções catarrais, bronquite, tosse, laringite.

Bálsamo: Incontinência urinária, expectorante. Uso externo: Afecções da pele.

Ban Chá: Desintoxicante, digestivo, colesterol e emagrecedor.

Barbatimão: Gastrite, úlceras. Uso externo: Cicatrizante, lavagem íntima.

Bardana: Desintoxicante, depurativo, cicatrizante, colesterol.

Batata de Purga: Laxativo energético, depurativo.

Betula: Gota, colesterol, triglicérides, ácido úrico, dores.

Boldo do Chile: Hepatoprotetor, fígado, pâncreas, vesícula.

Buchinha do Norte: Uso externo para inalação contra a sinusite.

Bugre/Porangaba: Ácido úrico, gota, depurativo, emagrecedor.

Cabreúva: Diabetes, reumatismo, coluna, gota, contusões.

Cactus: Cardiotônico, contra palpitações, síndromes cardíacas.

Cajueiro: Diabetes, colesterol, triglicérides, depurativo.

Calendula Flor: Cicatrizante, calos, verrugas, frieiras, manchas.

Cambará: Expectorante, balsâmico, tosse e gripes.

Cambuí: Anti-hemorrágico, é usado nas vias respiratórias.

Camomila: Estomacal, nas cólicas das crianças e enxaqueca.

Cana do Brejo: Diurético, anti-inflamatório, cistite, próstata.

Hamamelis: Favorece a circulação, varizes, trombose, hemorróidas.

Hibiscus – Rosella: Anti-febril, digestivo, relaxante, obesidade.

Hipérico: Anti-depressivo.

Hortelã: Espasmos, náuseas, azia, relaxante, dispepsia nervosa.

Imburama Sementes: Tônico, gastrite, tosse, expectorante, asma.

Ipecacuanha: Desenteria, catarros do pulmão, bexiga, garganta.

Ipê Roxo/Pau d’arco: Arterioesclerose, fortifica o sangue, úlceras.

Jambolão: Eficaz no tratamento do diabetes.

Japecanga: Depurativo, diurético, sífilis, reumatismo.

Jasmim Folhas: Digestivo, alcoolismo, cardiotônico, circulatório.

Jasmim Flor: Relaxante, digestivo, insônia.

Jatobá: Balsâmico, bronquite, laringite, orquite.

Jarrinha: Nevralgias, dores musculares e artríticas, estimulante

Jequitibá: Uso externo: gargarejos, aftas, anjina, amigdalites.

Canela: Estimulante, gripes, resfriados, febres.

Capim Cidrão – Erva Cidreira: Trata insônia, agonia, palpitações.

Capim Rosário: Depurativo das vias urinárias.

Carapiá: Afrodisíaco, irregularidades do fluxo menstrual.

Cardo Santo: Febrífugo, coqueluche, asma, bronquite, estomacal.

Carqueja Doce: Hepatoprotetora, digestiva, diurética, emagrecedora.

Carqueja Amarga: Depurativa, emagrecedora, colesterol, diabetes.

Carrapicho: Dores lombares, males da bexiga, rins.

Carobinha: Deputativa, anti-alérgica, desinteria, prostatite.

Cordão de Frade: Febre reumática, dores musculares, e circulação.

Carvalho Casca: depurativo, cicatrizante, Interno e Externo.

Cascara Sagrada: Laxativo, emagrecedora, trata a bílis e baço.

Casca d’anta-abóbora: Trata a anemia, fraqueza digestiva, vômitos.

Casca de Impurana: Balsâmica das vias respiratórias, colites.

Casca de Laranja: Relaxante, digestiva, aromática.

Castanha da Índia: Má circulação, flebite, hemorróidas e varizes.

Catinga de Mulata: Artrite, artrose, gota. Uso Externo: Psoríase, piolhos.

Catingueira: Depurativo, afrodisíaco. Uso Externo: Eczema, impingem, erisipela.

Catuaba: Energético, falta de memória, afrodisíaco.

Cavalinha: Diurético, ácido úrico, circulação, hipertensão, rins.

Cedro: Febres altas, desenterias, fraqueza orgânica. Uso externo: Dores musculares.

Centaurea – Fel da Terra: Inapetência, estômago, febre alta, hepatite.

Centella Asiática: Celulite, gordura localizada, circulatória, caimbras.

Chá Preto: Estimulante, digestivo, tônico.

Chapéu de Couro: Depurativo, colesterol, diabetes, gota, ácido úrico.

Chapéu de Napoleão – Aguai: Semente energética, uso externo comprovado.

Cinco Plantas: Espécies diuréticas.

Cipreste/Tuia: Desinteria, corrimento. Uso Externo: Feridas, úlceras, verrugas, calos.

Cipó Azougue: Depurativo, eczemas, feridas, furúnculos, herpes.

Cipó Cabeludo: Cistite, nefrite, uretrite, não elimina a albumina.

Cipó Caboclo: Orquite, hemorróidas, flebites, erisipela.

Cipó Cravo: Estomacal, gastrite, azia, gases.

Cipó Cruz Cainca: Reumatismo, diabetes, ácido úrico, inchaço.

Cipó Cruzeiro: Reumatismo, artrose, artrite, coluna, tendenite.

Cipó Prata: Areias e cálculos de rins e bexiga, dores.

. Cipó Suma: Depurativo, furúnculos, acne, eczema, afecções mucosas.

Coentro Grão: Digestivo, gases intestinais, colite.

Composto Emagrecedor: Combinação de onze espécies medicinais, atuando como desintoxicante, depurativa, diurética, laxante brando.

Composto Energético: Combinação de espécies tônicas e estimulantes.

Coro-Onha – Olho de Boi: Uso Externo: Sementes energéticas para hipertensão.

Curcuma: Fígado, vias urinárias, icterícia, bronquite.

Damiana: Incontinência urinária, impotência, tônico e estimulante.

Dente de Leão: Depurativo, desintoxicante, laxante brando.

Douradinha: Diurética, depurativo, afecções cutâneas, ácido úrico.

Endro Dill: Cólicas, calmante leve, aumenta o leite materno.

Erva Baleira: Reumatismo, artrite, artrose, dores musculares.

Erva de Bicho: Tratamento de hemorróidas e úlceras, varizes, uso interno/externo

Erva Doce: Gases intestinais, cólicas, estimulante.

Erva Passarinho: Moléstias pulmonares. Uso Externo: Eczemas, sarna.

Erva Santa Maria: Vermífuga, parasitas intestinais, laxativo.

Erva São João – Mentrasto: Anti-depressivo, males da menopausa, dores musculares, colites e cólica menstrual.

Erva Tostão – Pega Pinto: Afecções urinárias, fígado e baço.

Espinhera Santa: Gastrite, úlcera, calmante das paredes estomacais.

Estigma de Milho: Hidratante dos rins e cólica renal.

Eucalipto: Desinfetante das vias respiratórias e balsâmico.

Fava de Santo Inácio – Gengiroba: Icterícia, hepatite, purgante.

Flor de São João: Vitiligo.

Fedegoso: Laxante, depurativo. Uso Externo: Afecções da pele.

Feno Grego: Diabetes, digestivo, laxante brando.

Fucus Vesiculosus: Disfunções da tireóide, vesícula, obesidade.

Funcho: Gases, digestivo e relaxante.

Garra do Diabo: Reumatismo sangüíneo, esporão, gota, desintoxicante.

Genciana: Fraqueza orgânica, anemia, tônico estimulante de apetite.

Gervão: Tônico estomacal, fígado, pâncreas, depurativo.

Gengibre: Asma, bronquite, rouquidão, colesterol.

Gingko Biloba: Atua nos radicais livres. Oxigenação cerebral.

Goiabeira: Combate a diarréia e afecções da garganta.

Graviola: Diabetes, colesterol, emagrecimento.

Guaco: Expectorante, tosse, bronquite e resfriados.

Guaraná: Estimulante físico e mental.

Guassatonga: Gastrite, úlcera, depurativo, cicatrizante, herpes.

. João da Costa: calores da menopausa, trata o útero e ovários.

Juá: saponáceo natural, anti-caspa uso externo.

Jurema preta: uso externo: feridas, cancros, úlceras, erisipelas.

Jurubeba: hepatoprotetor, vesícula, pâncreas, baço, intestinos.

Kumell: Diurético, cólicas, estomacal.

Levante: Febres, congestão nasal, expectorante.

Limão Bravo: Friagem, tosse, bronquite, resfriados.

Linhaça: Laxante brando, gases intestinais.

Lobelia: Desinfetante das vias respiratórias, tabagismo.

Losna: Falta de apetite, diabetes, fígado, pâncreas, bílis, mau hálito.

Lotus: Emoliente catarral, anti-tossígeno, rinite, laringite.

Louro: Amenorréia, nevralgia, cólicas estomacais e menstruais.

Lúpulo: Calamte, insônia crônica.

Maçã: Digestivo, relaxante, debilidade estomacal.

Macela: Anti-diarréica, fígado, pâncreas, colite, vesícula.

Malva Branca: Gengivite, garganta, abcessos e desinfetantes.

Mamica de Cadela: Dores de dente e ouvido. Uso interno e externo vitiligo

Manjericão: Anti-inflamatório, garganta, tosse, digestivo.

Maracujá: Calmante, sedativo leve, insônia, alcoolismo.

Marapuama: Tônico nervino, afrodisíaco, impotência sexual.

Mate: Tônico cerebral, estimulante, digestivo, diurético.

Melão de São Caetano: Regulariza o fluxo menstrual. Uso externo: piolhos.

Melissa – erva cidreira: Cardiotônica, calmante, gastrite crônica.

Mentruz/Mastruço: Fortalecedor pulmonar, gastrite, cicatrizante.

Menta: Digestivo, espasmos, cálculos biliares.

Milomens: Afecções das vias urinárias, prostatite, diurético.

Mulungu: Sedativo, insônia crônica, alcoolismo, asma.

Mutamba: Afecções do couro cabeludo e queda de cabelo. Uso externo.

Noz de Cola: Debilidade física, mental e sexual, estimulante.

Nogueira: Trata útero, bexiga, inflamação dos ovários

Noz Moscada: Estomacal, cólicas, arrotos, soluços, hipertensão.

Nó de Cachorro: Estimulante geral e afrodisíaco.

Oliveira: Regula os intestinos e pressão arterial.

Pacová: Vermífugo, trata gastralgia e estômago.

Plama Cristi: Emoliente do intestino, auxilia no emagrecimento.

Panacéia: Depurativo, afecções de pele, sífilis, diurético.

Para Tudo: Reconstituinte digestivo, evacuações sanguinolentas.

Parietaria: Cálculos renais e retenção urinária.

Pariparoba: Fígado, vesícula, baço, gastralgia e azia.

Parreira Brava: Males do fígado e digestão, reumatismo e cólicas.

Pau Ferro: Diabetes, diminuindo o volume da urina e sede.

Pau Pereira: Digestão difícil, estomacal, prisão de ventre.

Pau Tenente – Quassia: Hepaprotetos, oxiúridos, diabetes.

Pata de Vaca: Diabetes, depurativa, diurética.

Pedra Ume Caá – Insulina Vegetal: eficaz no diabetes.

Peroba: Trata a epilepsia, histeria, asma, coqueluche.

Pfafia Panic-Ging Seng: Energético, colesterol, diabetes.

Picão: Icterícia, hepatite, boca amarga, alergias. Uso interno e externos.

Pimenta de Macaco: Digestiva, afrodisíaco.

Pitanga: Febre, ácido úrico, diabetes, colesterol.

Pixuri: Usado nas paralisias e derrames. Uso externo picada de inseto.

Poejo: Expecetorante, gripes, resfriados, tosse crônica e asma.

Pulmonária: Trata pneumonia, tuberculose, enfizema pulmonar.

Pulsatila: Corrige o fluxo menstrual, cólicas.

Quebra Pedra: Cálculos renais, dores lombares, próstata, cistite.

Quina Quina: Tônico amargo, hepaprotetor, anti-diabético. Uso externo: queda de cabelo.

Quixaba: Cistos de ovário, inflamações no útero, corimento.

Romã Casca: Afecções da laringe, faringe, cicatrizante.

Rosa Branca: Inflamações uterinas, rins. Uso Externo: Banhos.

Rosa Rubra: Uso Externo: Trata mucosas, olhos, úlceras.

Rubi: Ácido úrico, reumatismo, anti-hemorrágico.

Ruibarbo: Vermífugo, laxativo, adstringente.

Sabugueiro Flor: Febre, resfriados, catapora, sarampo, escarlatina.

Sálvia: Tônico mental, digestivo eficaz, males da menopausa.

Salsaparrilha: Altamente depurativo, colesterol, ácido úrico, acne.

Samambaia: Dores reumáticas, artrite, gripes fortes.

Sapé: Retenção urinária, fígado. Uso Externo: Dentição de neném.

Sassafraz: Depurativo, dores artríticas, inchações.

Sene Folhas – Folículos: Laxativo, regulador intestinal, obesidade.

Sete Sangrias: Depurativo, hipotensor, colesterol.

Stevia: Trezentas vezes mais doce que o açúcar, para diabéticos.

Sucupira Sementes: Reumatismo agudo, osteoporose, laringe.

Tanchagem: Gargarejos, gengivites, purifica o sangue.

Tayuia – Cabeça de Negro: Psioriase, erisipela, interno/externo.

Tília: Anti-depressivo, espasmódico, calmante.

Tomilho: Tônico estomacal, desinfetante das vias respiratórias.

Umbauba: Diabetes, bronquite e tosse.

Unha de Gato: Depurativa, febres altas, reumatismo, tumores, convalescência.

Unha de Vaca: Diurética, diabetes, depurativa.

Urtiga: Menstruação irregular. Uso Externo: Irritações e corrimentos.

Urucum: Anemia, cardiotônica, colesterol. Uso Externo: Bronzeador Uva Ursi-Ursina: Areias de rins, e bexiga, ácido úrico, próstata.

Valeriana: Calmante, insônia crônica, stress, labirintite.

Velame do Campo: Escrofulose, ganglios, eczemas, depurativa.

Verbasco: Bronquite, catarros crônicos, artrite, e hemorróidas.

Verbena: Hepatoprotetora, enxaqueca, digestiva, relaxante.

Zedoaria: Gastralgias, estomatites, úlceras, mau hálito.

Zimbro: Anti-Séptico das vias urinárias, cálculos renais, febres

Fonte: Raizeirowordpress.com

Watercress

Agrião

  • Agrião – Nasturtium officinale/Cruciferae (Brassicaceae)

O Agrião pertence à família das Crucíferas da qual fazem parte Raiz forte, Mostarda, Couve, Repolho, Rabanete e Nabo. É possível ordenarmos uma série de plantas dessa família em função do sabor picante e apimentado. O repolho e a couve não apresentam essa característica, mas o rabanete nos transmite essa propriedade. O Agriäo também nos revela um sabor picante e apimentado e isso nos mostra um processo de calor.

Esse vegetal, ao contrário da maioria das plantas dessa família, cresce em locais inundados. Parte do vegetal vive submersa. A maioria dos vegetais aquáticos produz uma grande quantidade de tanino que é uma substância capaz de harmonizar o impulso Astral com o Etérico. O fato do Agrião não produzir tanino nos revela um processo capaz de harmonizar e conciliar o Aquoso-vital com a atividade Astral que produz desvitalizaçäo e secura.

O Agrião produz raízes adventícias que partem dos nós do caule. Nessa planta não existe um limite muito preciso entre as partes subterrâneas e o restante do vegetal. O Agrião nos revela tendência à indiferenciação, um processo de mobilidade e não fixação da forma.

Podemos observar nesse vegetal um acúmulo de Iodo. Esse elemento químico age no sentido de impedir a ação do éter de luz. As lentes fotocromáticas possuem cristais de um composto de Iodo dispersos dentro do vidro. Quando a luz incide, eles alteram sua geometria de maneira a diminuir a passagem da luz. Esse fenômeno não ocorre no escuro. O Agrião também possui vitamina C que está relacionada à atividade luminosa-configurativa. O Agriäo possui, portanto, um processo de estruturação-luz e um processo de desestruturação e perda da estrutura.

Diante de tudo isso podemos relacionar todos esses processos com os do Mercúrio.

O fato do Nasturtium ser uma planta alimentícia nos revela que ela é capaz de levar os processos do Mercúrio ao ambiente digestivo, agindo onde ocorre a passagem do alimento digerido que se encontra no intestino para o sistema linfático. Essa planta também é utilizada em doenças onde o sistema digestivo se encontra irritado, inflamado e sangrando, sendo útil na colite ulcerativa.

Nasturtium officinale também age levando o calor do Mercúrio em várias doenças tais como cálculos das vias urinárias, reumatismos e estases biliares.

O Agrião pode ser tratado com Mercúrio dinamizado e a planta assim elaborada servirá de composto para a segunda geração e esta para a terceira geração. O Mercúrio elaborado através desse processo poderá ajudar os pacientes com colite ulcerativa.

Indicações e Usos: É um excelente alimento para limpar as toxinas do corpo. Rico em vitaminas A e C, possui em sua composição também ferro, enxofre, fósforo e potássio. Dos talos às folhas, o agrião tem várias propriedades terapêuticas. Age como antiinflamatório nas colites. Combate o ácido úrico nos organismos sobrecarregados pela ingestão de muita carne, leite e ovos. Atua também nos casos de tuberculose, raquitismo, escorbuto e formação de pedras nos rins. Diminui, ainda os efeitos da nicotina. De preferência, o agrião deve ser consumido cru, pois suas propriedades tônicas e estimulantes abrem o apetite. Mastigado devagar, o agrião fortalece as gengivas e aumenta a salivação, favorecendo a digestão. O suco dos talos e folhas é ótimo para problemas nos rins, na pele e no aparelho respiratório. Para aliviar o catarro e as secreções de quem tem bronquite crônica, deve-se usar meio copo de suco puro todos os dias. Misturado com mel, é um xarope poderoso contra a tosse, uma fórmula já explorada pela indústria farmacêutica. Para o tratamento de colites e enfermidades do intestino grosso, recomenda-se uma mistura de sucos de agrião e rúcula. Também funciona como um excelente anticaspa e, se friccionado no couro cabeludo, age contra a queda de cabelos.

Por ser muito rico em fosfato, o consumo regular de agrião fortalece a memória.

Atenção: Não deve ser consumido em grandes quantidades pelas mulheres grávidas, pois pode provocar aborto.

alcachofra

  • Alcachofra –    Cynara scolymus L./Asteraceae (Compositae)

Nome Popular: Alcachofra – hortense, cachofra, alcachofra – comum, alcachofra – de – comer.

Família: Asteraceae

Essa planta é originária das regiões mediterrâneas e cultivada desde a antiguidade como alimento e produto dietético, nessa zona. Esse grande e belo cardo revelou recentemente propriedades terapêuticas que concernem ao fígado. Ele forma, de início, quando sai da semente, uma raiz e uma roseta de folhas. Depois ascendem do rizoma vivaz folhas grandes, longas, profundamente e muitas vezes divididas, que se curvam em forma de arcos, com extremidades espinhosas. No começo do verão, vemos amadurecer de seu bouquet uma haste floral relativamente curta, que contém grandes capítulos azuis ou violáceos. As pequenas flores tubulares têm um odor fino, mas forte, suave e seco. A base das folhas do invólucro, assim como o receptáculo, se tornam carnudos, inchados. A variedade próxima, denominada cardo, desenvolve e torna carnosas as nervuras das folhas.

Na raiz e na folha da alcachofra se encontra uma substância amarga (cinarina), com fracos princípios aromáticos, mucilagens, taninos, relativamente muita pró-vitamina A, um pouco de B1, uma enzima (cinarase) que coalha o leite: ela começa a digestão das proteínas do leite, mesmo na proporção 1:150.000, e é utilizada nos países meridionais, na fabricação de queijos. Além disso, graças às substâncias amargas e carboidratos, essa planta incita o Eu e o corpo Astral a intervir energicamente nos órgãos digestivos, principalmente no fígado; ela favorece a formação da bile e seu escoamento, mas igualrnente os processos construtivos do fígado; ela estimula a ação desintoxicante desse órgão; abaixa a taxa de açúcar no sangue. A diurese também é aumentada.

Intensificando a digestão das proteínas, ela impede toda proteína estranha de penetrar no sangue, o que ocasionaria a albuminúria, podendo ser usada nessa afecção.

Em seu conto da serpente verde, Goethe conta que o barqueiro que carregava as pessoas de uma margem à outra do rio pedia, como pagamento, Cebolas, repolhos e alcachofras, ou seja, legumes colhidos sob a terra (cebola), rente à terra (repolho), e sobre a terra (alcachofra), todos provindos de um inchaço quase embrionário (brotos) do elemento “folha”, nas regiões da raiz, do caule, e da flor. Ele os denominou, nessa ocasião, de “frutos da terra”, são as forças vitais acumuladas (e não esbanjadas em desenvolvimentos exteriores) que fazem a “virtude” desses legumes. As da alcachofra vivificam a nutrição e os órgãos da nutrição.

Considerada durante muito tempo como uma hortaliça rara, é hoje abundantemente cultivada nas regiões Atlânticas com invernos suaves.

A alcachofra não é só uma planta alimentícia indicada para os diabéticos, mas também uma importante erva medicinal que recebeu dos médicos árabes medievais o nome de al – Kharsaf. O nome genérico Cynara  vem do latim canina, que se refere à semelhança  dos espinhos que a envolvem com os dentes de um cachorro.

Aspectos Agronômicos:  Propaga-se bem em locais de clima ameno (5 a 30ºC). Essa propagação é feita por mudas ou sementes. Tem preferência por solos sílico – argilosos, de acidez não muito elevada e bem drenados. Em geral desenvolve-se melhor nas regiões serranas, em clima Temperado. Porém, conseguem-se também resultados favoráveis se plantada em meia encosta ou baixadas férteis. Aconselha-se o plantio depois de uma boa chuva. A colheita das folhas dá-se após a colheita de receptáculos florais (100 a 140 dias após o plantio), devendo ser secadas à sombra antes da comercialização ou do uso.

Parte Utilizada: Folhas e Fruto (culinária).

Indicações e Usos: Contém cinarina, uma substância amarga que estimula as secreções do fígado e da vesícula, e regulariza as funções desses dois importantes órgãos do aparelho digestivo. É conhecida a ação curativa da alcachofra na cirrose, icterícia, inflamações e cálculos na vesícula e insuficiência hepática. Tem ainda ação diurética (eliminando os excessos de água no organismo e favorecendo o funcionamento dos rins) e hipoglicemiante, ou seja, excelente alimento para os diabéticos. Rica em ferro, é preciosa no restabelecimento dos que sofrem de anemia, debilidade geral e raquitismo. É rica também em tanino, substância fundamental no combate às diarréias. Reduz a taxa de uréia e colesterol do sangue. Por ter alta concentração de vitaminas A e C, previne contra gripes.

* Fitoterápico:

-Colagoga, colerética, depurativa, diurética, laxativa, hipoglicemiante, reduz a taxa de uréia, reduz o colesterol sangüíneo.

-É indicado: anemia, anúria, aterosclerose, cálculos da bexiga, para favorecer a secreção da bile, bócio exoftálmico.

-clorese, colagogo, convalescença, doenças do coração, debilidade geral, diabete melito, diarréia, dispepsia, diurese, escrofulose, febre, doenças do fígado.

-gota, hemofilia, hemorróidas, hidropisia, hipertensão arterial, hipertireoidismo, ictéria, inflamação em geral, malária, nefrolitíase, obesidade, pneumonia, doenças dos pulmões.

-raquitismo, cálculos nos rins, doenças nos rins, sífilis, tosse, toxemia, uremia, uretrite, doenças urinárias.

* Farmacologia:

Supõe-se que a cinarina seja a principal responsável pelas atividades colagoga e colerética da droga, provocando o aumento da secreção biliar.

O amargo (cinaropicrina) aumenta a secreção gástrica e sua acidez.

A cinarina (derivado da luteolina) abaixa a taxa de colesterol de maneira significativa através de uma estimulação metabólica enzimática. É utilizada para casos de hiperlipidemia e ateromatose interior dos tecidos adipóides.

A alcachofra não dissolve os cálculos biliares, mas diminui as cólicas, exercendo um efeito preventivo nas pessoas predispostas a desenvolverem litiase. O incremento da eficiência metabólica o fígado deve-se aos componentes polifenóicos que provocam a diminuição plasmática do colesterol.

A cinarina possui propriedades antihepatotóxicas, estimulando a função do fígado. Ação protetora e regeneradora dos hepatócitos é provocada pelos flavonóides e glialcooliterpênicos que estimulam a síntese enzimática básica do metabolismo hepático.

Na uremia, a cinarina melhora a excreção da amônia por provocar um aumento da produção de ácido úrico pelo epitélio renal.

A ação diurética auxilia a eliminação de uréia e de substâncias tóxicas decorrentes do metabolismo celular, desenvolvendo sua ação depurativa.

A oxidase, enzima hidrossolúvel é provavelmente a responsável pelas propriedades hipoglicemiantes da alcachofra.

A alcachofra não deve ser consumida por mulheres que estejam amamentando, pois ela reduz a secreção de leite.

Nome cientifico: Eryngium campestre L.

Referências históricas: O cardo-corredor é uma umbelífera disfarçada de cardo. Chama-se corredor porque no Outono, o vento arranca os seus caules secos, cheios de folhas, e arrasta-os para brotar em novos terrenos.
O tronco e a raiz, no entanto, ficam fortemente fixos na terra, e junto deles cresce um saboroso cogumelo (Pleurotus eryngium [Fr.-D.C.] Quél.).

As propriedades medicinais desta planta já foram assinaladas pelo grego Dioscórides no século I d.C.. Como aconteceu com outras plantas, atribuíram-lhe empiricamente mais propriedades medicinais do que aquelas que realmente tem.

Hoje, conhecida a sua composição química, podemos determinar as suas verdadeiras indicações.

descrição Planta que atinge de 10 a 50 cm de altura. Os seus caules são delgados, e as folhas são espinhosas. Os capítulos florais são formados por muitas flores pequeninas de um tom branco esverdeado. Toda a planta tem um cheiro parecido com o da cenoura, salvo a raiz, que é um pouco amarga.

habitat: Frequentemente em prados secos, encostas expostas ao sol em toda a Europa. Também se pode encontrar no continente americano.
Indicações: A sua raiz contém saponinas, além de tanino, açúcares e um óleo essencial. As saponinas diminuem a tensão superficial dos líquidos, e formam borbulhas como o sabão (do latim saponem, sabão). Estas substâncias conferem ao cardo-corredor um importante efeito diurético.

Por isso, o seu uso é apropriado:

• Em casos de edemas (retenção de líquidos), especialmente os que se produzem nas pernas e tornozelos (1, 2).
• Em caso de excesso de ácido úrico (artritismo) e de areias na urina, casos em que interessa “limpar” os rins (1, 2).
Assinale-se que o efeito diurético das saponinas do cardo-corredor é bastante intenso, mas não constante, pois vai diminuindo dia a dia, até desaparecer quase completamente ao cabo de uma semana. Daí não ser recomendável tomá–lo durante mais de dois ou três dias consecutivos. Depois de alguns dias de descanso, volta a ser eficaz.
A raiz do cardo-corredor (1) também tem propriedades aperitivas e faz parte das chamadas “cinco raízes aperitivas”, juntamente
com as de granza, alcaparra, grama-francesa e gatunha.
missing image filePartes utilizadas:


A raiz (colhe-se na Primavera ou no Outono), os brotos tenros e as folhas (colhem-se no Verão).
Preparação e uso:


uso interno
1 Salada: Os seus brotos e folhas tenras são muito apreciados por aqueles que gostam de verduras silvestres.
2 Infusão com um punhado de raiz triturada (30-40g) por litro de água. Deixar repousar até que esteja bem fria, e tomar duas ou três chávenas diárias. Não guardar a infusão de um dia para o outro, pois perde as suas propriedades.


Fonte: Raizeirowordpress.com

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